3 de Outubro

3 de Outubro 歌词

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Passavam tempos e a gente brincava, passavam dias e a gente ria Um riso trêmulo e contagiante, um falso álibi contra a ansiedade Mas de repente o que soava falso, que nem a gente mesmo acreditava Passou ali em frente aos nossos olhos E tudo que a gente havia programado se desfez com um simples olhar A trajetória de um sonho antigo, memórias de um passado aterrador Fez o futuro se tornar presente e o passado na frente ficou Depois do tombo uma explosão desconcertante, fez o mundo cair em nossos braços E de tarde choramos imaculados, pra tentar refazer nossos pedaços Nós até tínhamos um plano perfeito, de esquecermos o que não era direito Mas o caminho do amor é tão estreito, que acabou fazendo a gente se apertar E seus olhos eram quentes, em seus cabelos brilhava a luz do Sol Seu sorriso era entorpecente, e eu era o menino preso embaixo do lençol Lá no lago tem um cisne e ele pertence a nós Lá no parque tem a chuva e ela pertence a nós Na cidade tem cinema e ele também pertence a nós No infinito tem um mundo e ele também pertence a nós Ficamos sóbrios nos embriagando, num sentimento desconcerto e irreal Mas o impossível criou possibilidades pro abstrato se concretizar Não tinha Sol, estava fazendo frio, não tinha nada nem ninguém estava lá Só existia eu e você no paraíso para o fruto proibido experimentar A chuva fina em seus cabelos anelados, então nos braços eu te carreguei Num clima quente, mas ficamos congelados em meio as dúvidas eu te abracei E nos seus olhos eu lia tantas coisas, no seu sussurro eu ouvia o som do mar No seu toque eu sentia calafrios, no seu beijo eu pude viajar Quando choramos foi por atitude, quando cantamos foi só de temor Quando sorrimos foi virtude e tudo que fizemos foi só por amor Lá no lago tem um cisne e ele pertence a nós Lá no parque tem a chuva e ela pertence a nós Na cidade tem cinema e ele também pertence a nós No infinito tem um mundo e ele também pertence a nós Interessantes palavras fúteis, então meus olhos viram o escuro Caiu a máscara da insanidade, panos quentes se esfriaram Eu tentei fazer o que eu sentia, na irrealidade eu fui real Caía o mundo, mas você fugia, tentando fazer bem só me fiz mal Depois do sonho eu acordei num mundo estranho, te procurei, mas você não estava lá Sem paraíso sem futuro sem destino e sem o fruto proibido pra provar Quando te achei o seu sorriso estava insano e eu não consegui mais ler o seu olhar O impossível recriou possibilidades pro princípio se acabar E seus olhos se tornaram frios, seus cabelos deixaram de brilhar Você só quis provas e desafios, mas eu já não tinha nada pra provar Voou do lago aquele cisne que pertenceu a nós Evaporou aquela chuva que pertenceu a nós Ficou em cacos o cinema que um dia pertenceu a nós Sumiu no espaço aquele mundo que um dia pertenceu a nós