Jardim de Pedras

Текст песни Jardim de Pedras

АльбомJardim de Pedras
Год2006
ЖанрHip Hop Rap
Длительность4:36
Язык оригиналаПортугальский
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Quantos manos se foram pra nunca mais voltar? Foram pro lado de lá, será que eu vou encontrar? Sei lá, só sei, Jhow, que pra morrer basta tá vivo A morte chega de surpresa, aí não traz aviso Na fumaça do cachimbo, na bala da automática Na garrafa de pinga, é suicídio de forma prática E assim o povo morre e, antes de morrer, sofre Mais um morto na quebrada, é aquele corre-corre Uma moto a milhão, o piloto e o assassino A mãe da vítima chorando enquanto quem matou tá rindo Favela chora, o sangue escorre morro abaixo Capeta atenta, se os mano abraça, é um abraço A pedra faz os mano tudo de marionete Faz roubar bujão de gás, toca CD, videocassete Faz dar mancada, é cobrado sem perdão É arrastado de quebrada, vai fumar pedra co cão O bagulho tá sinistro, ou cê morre ou cê mata Vejo a molecada só com os abridor de lata Tudo pronto pra ação, pra fazer mais mãe chorar Os moleque de hoje em dia tão matando por matar E, no dia de finados, cemitério tá lotado A mãe chorando e o assassino do filho ali do lado Enterrado, favelado se mata, ninguém socorre Como diz o ditado: Quem mata também morre Os irmão tão se matando por nada, migalha O amor foi esquecido, hoje é a carne a navalha Já vi mano matar por cada motivo bobo Levar de quebra, engatilhar, explodir o globo Agindo na maldade, frieza, crueldade Homicídio doloso premeditado, covarde Às vezes, sem motivo, já vi nego subir o gás Pra falar que é o pã, bambambã, que é o mais Psico da quebrada, ih, psicopata, Jão Caçou a morte, lacrou outro caixão Ardósia, azulejo, granito lapidado Jardim de pedra, concreto e dor pra todo lado Jardim de pedra ou cemitério, tanto faz O que eu sei, o que interessa, o que importa é que ali jaz Uma pá de mano meu, uma pá de mano seu Todos são filhos de Deus, mas na trilha se perdeu Foi pro caminho errado, caíram em cilada Entrou pro crime, vira ímã de bala, leva rajada Aí é prejuízo, não dá mais pra voltar atrás Sua morada é no jardim de pedra, esteja em paz Truta, cê viu qual que é o prêmio da guerra? Matou até umas hora, hoje tá debaixo da terra Pra tudo dá um jeito, mas da morte não escapa Toma cachaça o dia inteiro, tá o pó e a capa O dia inteiro só tomando dose por dose Meu tio, que Deus o tenha, não escapou, deu cirrose Os boteco tá lotado, os tiozinho embriagado Quando voltar pra casa, o filho dele vai ser espancado Aí os boy vão descobrir por que que o filho mata o pai Não é pela herança, é porque não aguenta apanhar mais A mulher não aguenta mais, os filhos não aguentam mais Pra tomar, gastou o dinheiro do aluguel, luz e gás Aí abusou da sorte, caçou, achou a morte E, pro jardim de pedra, ganhou um passaporte Aí, o passaporte, a viagem é só de ida Sua vida vale mais do que pinga e criptonita Ei, Jão, presta atenção, vê se é isso que cê quer Abraçar as drogas e largar os filho, a mulher A polícia mata a gente, o sistema oprime a gente A gente mesmo mata a gente, será que cê não entende? Que é todo mundo contra a gente, a gente se mata A cada bala disparada é lucro a mais pros magnata E, mesmo assim, a periferia chora Sofre, como sofre, pobre senhora, pobre Vendo a foto do filho, a lágrima e o peito aperta Dois de novembro, mó tumulto no jardim de pedra Mó choradeira, tristes recordações Vida sofrida, tristeza em vários corações Mas fazer o quê, todo mundo nasce pra morrer Mas não é pra facilitar, Jão, tem que saber viver Na vida louca, vários vão antes da hora Abusou da sorte, virou passado, história História sem final feliz, mas foi assim que cê quis Um túmulo humilde com seu nome escrito de giz Uma vela acesa, sua mãe ali de joelho Orando por você e chorando cos olhos vermelhos Mó cena triste, jardim de pedra é foda Aonde cê olha, uma pá de tia, lágrimas transbordam Sofrimento, tristeza, saudade Chorando de joelho, é que cê vê quem te amou de verdade