Palimpsesto

Letra de Palimpsesto

GêneroRegional
Idioma originalPortuguês
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Letra original

PT
18
A noite dessa gente ainda se faz presente É preciso ver o dia É preciso ver o dia Como se fossem tarcas assinalando marcas Que marcam as dores Dos golpes sofridos, em tempos doridos De infames senhores O tempo não mata chagas de chibata Que açoitam a vida Na pele preta, reluz a noite sem luz De quem escraviza Nos podres porões, os rasos grilhões Prendem cicatrizes Nos palcos da dor, são carentes de amor Atores tão grises Das dores atrozes, se riem algozes De gozo dos gritos Por feridas abertas, nosso peito se aperta Nos pondo contritos Façamos uma prece a quem ainda padece Desses tempos cruentos Na pele dos filhos Se marcam os trilhos de tais sofrimentos A noite dessa gente ainda se faz presente É preciso ver o dia Raspemos esse crime em um ato sublime De veraz alforria Façamos uma prece a quem ainda padece Desses tempos cruentos Na pele dos filhos Se marcam os trilhos de tais sofrimentos A noite dessa gente ainda se faz presente É preciso ver o dia Que a Lei Dourada, há tanto promulgada Tenha um dia valia