No Rumo da Extinção

Letra de No Rumo da Extinção

GêneroRegional
Idioma originalPortuguês
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Letra original

PT
18
No fogo-de-chão, se extinguindo Vai sumindo suave a lembrança Da cancha de tava, balcão de bolicho E de um cambicho a trazer esperança Esperança que não mais lhe sorriu E um dia partiu pra não mais voltar Mas quem traz em si corrente de rio Não deixa jamais de correr pro mar Não mais se apegou a uma China E na vida teatina vagou pelos caminhos E se ajustou com maulas patrões Pra ter uns tostões pra fugazes carinhos Traçou o seu rumo em desertos rincões Andarilho cansado desses corredores Fazendo parada, se abrigando em capões E em catres de Lua amainar suas dores Mas um dia, cansado, enfim se arranchou Vendeu suas tesouras, arreios e bastos Nem viu que o tempo o embuçalou E se viu apartado de campos e pastos Seu mundo, sem dó hoje se resume A um pobre tapume de vil meia-água De chão batido e paredes com frinchas Debaixo da quincha de lamentos e mágoas Desse velho sofrido já em fim de jornada Só o cusco amigo que se se compadece E no fogo-de-chão que se vai extinguindo A visão do passado suavemente desvanece E no fogo-de-chão que se vai extinguindo