Cantiga de Uma Greve de Verão

Letra de Cantiga de Uma Greve de Verão

Ano1975
Duração2:52
Idioma originalPortuguês
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Coordenadas da letra

Letra original

PT
18
Seara madura de Junho Campos eternos sem fim Abro o peito fecho o punho Quando te inclinas para mim Minha vila não está quieta No tamanho do horizonte Desconfia e fica alerta Do sorriso de boi manso Do morgado arrogante Quando o trigo amadurece Chega-me a força cá dentro Como a da espiga pró grão Troco foice por espingarda Porque má paga é que não Alentejanos prá frente O sol está do nosso lado Caçadeira atrás da porta Queremos um Verão quente Para a herdade do morgado.