Peão Centenário

Letra de Peão Centenário

GêneroSertanejo
Duração4:34
Idioma originalPortuguês
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Coordenadas da letra

Letra original

PT
18
Cada vez que ouço falar em boiada Ou nas comitivas de transporte bruto O meu pensamento volta no estradão De longe a peonada gritando eu escuto Sei que sou mais um entre mil boiadeiros Porém nessa lida fui absoluto Maniava uma rês sem ter dificuldade Fui um professor da velha faculdade Dessa profissão que se cobriu de luto Vale do Rio Grande o passado é de glória Cantado em poesias falado em sonetos Do café goiano do som da viola Pra ser mais exato falo barretos Tropas descançando lá no corredor Das modas trovadas em lindos duetos Chegava na frente cargueiro e madrinha Trazendo cachaça jabá e farinha Pra queima do alho acendia os gravetos Hoje sou um velho peão estradeiro Que já atravessou o grande centenário Montado num burro manso e marchador O tempo traçou o meu itinerário A poeira vermelha e o sol ardente Me acompanharam num belo cenário Rios de piranhas frio e chuva forte O vento de agosto e a sombra da morte Só abrilhantaram o meu relicário Aqui na platéia desta arquibancada Um peão sem laço, espora e gibão Aplaude de pé grandes profissionais Que enfrenta o lombo de um bravo pagão Depende do pulo e da gineteada Pra ouvir a galera grita de emoção Espora batida no peso da idade Também faz meu peito vibrar de saudade Dentro da arena do meu coração Meu Brasil boiadeiro Sou você sou a sua memória Sou peão centenário Sou caboclo sou parte da história