Roda de Mate

Letra de Roda de Mate

GêneroJazz
Idioma originalPortuguês
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Coordenadas da letra

Letra original

PT
18
Ronca cordiona baguala Nas mãos do índio gaiteiro Em um compasso campeiro Que a tristeza se espanta Enquanto limpa a garganta O cantador missioneiro Enquanto limpa a garganta O cantador missioneiro O fogo de chão estala Sons de chaleira chiando E os índios vão se achegando Pra o ritual do galpão Passa o mate de mão em mão Com a gaita quase chorando Passa o mate de mão em mão Com a gaita quase chorando Vem vindo a prosa costeira Que fala de lida e estrada Da tropa na invernada E do minuano que sopra A roda de mate adota A alma dos tauras armada A roda de mate adota A alma dos tauras armad: A Na cuia que passa limpa Se molda o rancho e o afeto Onde o respeito é o decreto E a tradição se sustenta O amargo verde acalenta Quem traz o pago no peito O amargo verde acalenta Quem traz o pago no peito A erva que traz o verde Das matas deste rincão É a mesma que une o irmão Ao redor do fogo aceso Onde o silêncio tem peso E a palavra tem valor Onde o silêncio tem peso E a palavra tem valor A gaita segue chorando Num tom de calmo compasso Aconchegando o cansaço De quem campeou o dia inteiro E o mate o fiel parceiro Vai renovando o abraço E o mate o fiel parceiro Vai renovando o abraço A noite estende seu poncho Por sobre o teto do galpão Mas a chama do braseiro E o calor do chimarrão Afugenta o minuano Que ronda na solidão Afugenta o minuano Que ronda na solidão E assim se fecha o circuito De gaita verso e canção Onde o passado ressurge Na voz de cada irmão Deixando o rastro da história Fincado firme no chão Deixando o rastro da história Fincado firme no chão