Crioulo da Tia Maruca

Letra de Crioulo da Tia Maruca

ÁlbumVolume 01
Ano1989
GêneroRegional
Idioma originalPortuguês
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Coordenadas da letra

Letra original

PT
18
Num cansasso de antigos caminhos Légua e pico da velha cidade Fez dos restos da vila carinho Junto ao rancho da minha saudade Pra esse rancho da idade do pago Velha poeira de sonhos perdidos Uma gaita e um pinho a lo largo Me silcharo pra la meu ouvido Provocava a saudade, rebrota E as bonecas de azul eu me lembro Retornando ao meu tempo um setembro De guri, copoador e mutuca Pós graduado naquela arapuca Que me ensinou a viver sem bravatas E a gritar sarandeando Alpargatas Sou crioulo da tia Maruca Machucadas as taipas espiam Impassíveis no tempo que ando Doutras vidas que já se desfiam Sem querer nesse eterno ficando Há um pedaço de espelh oitavado Simulando pedaços de vida E reponta pra algum mal domado Relembranças de a muito dormida Provocava a saudade, rebrota E as bonecas de azul eu me lembro Retornando ao meu tempo um setembro De guri, copoador e mutuca Entreverado com poeira e fumaça Com cordeona, guitarra e cantor Ele agarra a primeira que passa E lhe faz mil promessas de amor Quer casar e procura na vida Quem saindo se esqueça dali Dando a vida trigueira mais linda Pra povoar um chacrão de guri Provocava a saudade, rebrota E as bonecas de azul eu me lembro Retornando ao meu tempo um setembro De guri, copoador e mutuca