Caluda, Tamborins (Ou de Como o Biltre do Demo Enredou Na Sua Parlanda a Trêfaga Natércia)

Letra de Caluda, Tamborins (Ou de Como o Biltre do Demo Enredou Na Sua Parlanda a Trêfaga Natércia)

GêneroMpb
Duração3:07
Idioma originalPortuguês
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Coordenadas da letra

Letra original

PT
18
Caluda, tamborins, caluda! Um biltre meu amor arrebatou. No paroxismo da paixão ignota Supu-la um querubim, não era assim. Caluda, tamborins, caluda... Soai plangentemente, ai de mim. Vimo-nos num ror de gente E, sub-repticiamente, O olhar seu me dardejou. Cáspite, por suas nédias madeixas Que suaves endechas Em pré-delíquio o pobre peito meu trinou. Fomo-nos de plaga em plaga, Pedi-lhe a mão catita, Em ais de êxtase m'a deu. E o dealbar de um amor Em sua pulcra mirada resplandeceu, olarila! Férula, ignara sorte Solerte a garra adunca Em minha vida estendeu! Trêfaga ia a minha natércia, Surge o biltre do demo, Rendida à sua parlanda, ela se escafedeu. Vórtice no imo trago. São gritos avernais Que no atro ódio exclamei. Falena sou, desalada... Ó numes ouvi-me: aqui del-rey!