O Cântico dos Campos Vermelhos

Letra de O Cântico dos Campos Vermelhos

ÁlbumFolklore
Ano2026
GêneroMetal
Idioma originalPortuguês
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Coordenadas da letra

Letra original

PT
18
Chegando aos campos vermelhos, ele enfim parou Sob a grande macieira, o vento o abraçou O aroma da terra, como um Éden recém E as folhas dançavam, sem nome ainda, além Uma canção antiga que o tempo esqueceu Mas que um dia no mundo, inteiro vai nascer E ali, em silêncio, tentou escrever Mas as palavras já não vinham mais Como cantar o que em mim se calou? Como acender o que o mundo apagou? Se o tempo levou minha chama interior E o peso da vida silenciou meu amor Mas algo ainda vive aqui Mesmo quando não consigo sentir E no vento eu posso ouvir Algo chamando por mim Caderno nas mãos, mas o peito vazio Versos presos num mundo frio Correntes de ferro, feitas de razão Aprisionam o fogo no fundo do coração E ele sussurra ao céu pintado Como um quadro que nunca foi tocado Como expressar o que restou de mim? Se tudo em volta me afastou de mim Como cantar o que em mim se calou? Como acender o que o mundo apagou? Se o tempo levou minha chama interior E o peso da vida silenciou meu amor Então um canto rompe o ar Um rouxinol começa a chamar E sua voz ecoa além Dos campos, do tempo, do que não se vê E a cada nota algo volta a viver E a cada som ele volta a ser E então ele sente o fogo voltar Nas coisas simples, no ato de olhar Na obra viva que o mundo ainda é No sopro do vento, na terra sob os pés Agora canto o que em mim reviveu A chama que o mundo nunca venceu E no som do vento, no canto da dor Eu reencontrei, o meu próprio amor E o poeta, em lágrimas caiu Pois o fogo, enfim Ressurgiu