Embolada Pro Seu Zóio

Letra de Embolada Pro Seu Zóio

GêneroMpb
Idioma originalPortuguês
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Letra original

PT
18
Os zoínho do meu bem é jiboia atrás do vidro Não tem boca, mas conversa E as conversas cai no ouvido fofoquei pro violão e ele fez canção comigo (A minha sanfona é triste, mas o som dela é bonito) É que esses zóio do meu bem me espia além da carne É feito de carnaúba, é feito de batucagem Na margem do rio da ideia pros seus zóio eu dou passagem (No deserto o inimigo do camelo é a bagagem) Os zóinho do meu bem parece dois balãozão Tipo aqueles colorido, tipo aqueles de São João Era aqueles de eu criança que deu tchau pra minha mão (Seus zóio estoura vista é duas bolhas de sabão) O esquerdo é Lua branca, o direito é pôr do Sol O esquerdo é assum preto, o direito é rouxinol O esquerdo é guarda-chuva e o direito é girassol (O esquerdo é o barqueiro e o direito é o farol) Os zóio do meu benzinho, tem cheiro de matagal Metade surrealista, metade mundo real É metade catequese, e é metade carnaval (Me alembra polo norte e aurora boreal) Os seus zóio é céu marrom que eu solto meus papagaio São uns tigre engaiolado, é feirante sem balaio Mês atrás já me engoliu e esse mês também eu caio (Lembrando dum céu marrom carcomido pelo raio) Os zóio do meu benzinho, segue vagalumeando Enquanto ela me escuta o pandeiro vai chorando Seus zóio é hieroglifo que eu sigo decifrando (Seus zóinho faz barulho, é o som do vento ventando) Seus zóio solta fumaça, são dois querubim descido Dois coringa no baralho, dois espelho infinito Lembra o som da cachoeira que me deixa entorpecido (Vamo ver o pé da letra falando no pé do ouvido) Lembra psicodelia, lembra chuva no sertão Lembra o som da passarada, lembra a pena do pavão A sua íris vem da areia e a pupila do carvão