Samba-Enredo 2024 - Catopês - Um Céu de Fitas

Letra de Samba-Enredo 2024 - Catopês - Um Céu de Fitas

Idioma originalPortuguês
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Letra original

PT
18
O meu canto é pra você, sentimento verdadeiro Salve Jorge, Ogum yê, meu padroeiro Meu azul e branco é o manto que me guia O samba de Niterói Que encanta a avenida O meu canto é pra você, sentimento verdadeiro Salve Jorge, Ogum yê, meu padroeiro Meu azul e branco é o manto que me guia O samba de Niterói Que encanta a avenida Firma nesse batuque! Vamos com tudo, comunidade! É hora do show! Niterói! Niterói em louvação Faz a manifestação Ganha a rua o som do preto Vem trazer a batucada Sou das Minas, peregrino O milagre a se mover Oiá-lá-oia eu tô No cortejo do Catopê Niterói em louvação Faz a manifestação Ganha a rua o som do preto Vem trazer a batucada Sou das Minas, peregrino O milagre a se mover Oiá-lá-oia eu tô No cortejo do Catopê Ô sagrado! Sagrado tambor de fé (Ô! De fé) É de enfrentar maré! Brada seu vissungo Africano chão fecundo Que o escravo ganhou mundo Pra louvar seus ancestrais Trouxe de Angola Resistência quilombola E rompeu a dor da argola Pelas bandas das Gerais Bota preto Benedito no altar Que não tem mais capiongo não (tem que ter!) Reina o Congo sem calvário Para a virgem do Rosário Fiz a minha oração Céu de fita! Chão de terno No estandarte brilha eterno A divina santidade Vela acesa, dor curada Tem caboclo e marujada Pelas cores da saudade Vela acesa! Vela acesa, dor curada Tem caboclo e marujada Pelas cores da saudade Toca o sino! Toca o sino da igrejinha e a cidade se agita Dançam corpos feito pipas pra Nobreza coroar Se o cortejo emudece, em silêncio Mestre Zanza Pra provar que a Intolerância Não merece o meu cantar Arreda minha gente! Arreda do caminho Que lá vem Nossa Senhora Vem trazendo seus anjinhos Tem desfile em romaria, a negrura enfeitada Santo Rei do meu legado Vem fazer sua congada Niterói em louvação Faz a manifestação Ganha a rua o som do preto Vem trazer a batucada Sou das Minas, peregrino O milagre a se mover Oiá-lá-oia eu tô No cortejo do Catopê Niterói em louvação Faz a manifestação Ganha a rua o som do preto Vem trazer a batucada Sou das Minas, peregrino O milagre a se mover Oiá-lá-oia eu tô No cortejo do Catopê Ê sagrado! Sagrado tambor de fé (Ô! De fé) É de enfrentar maré! Brada seu vissungo Africano chão fecundo Que o escravo ganhou mundo Pra louvar seus ancestrais Trouxe de Angola Resistência quilombola E rompeu a dor da argola Pelas bandas das Gerais Bota preto Benedito no altar Que não tem mais capiongo não Reina o Congo sem calvário Para a virgem do Rosário Fiz a minha oração Céu de fita! Chão de terno No estandarte brilha eterno A divina santidade Vela acesa, dor curada Tem caboclo e marujada Pelas cores da saudade Vela acesa, dor curada Tem caboclo e marujada Pelas cores da saudade Toca o sino! Toca o sino da igrejinha e a cidade se agita Dançam corpos feito pipas pra Nobreza coroar Se o cortejo emudece, em silêncio Mestre Zanza Pra provar que a Intolerância Não merece o meu cantar Arreda! Arreda! Arreda minha gente! Arreda do caminho Que lá vem Nossa Senhora Vem trazendo seus anjinhos Tem desfile em romaria, a negrura enfeitada Santo Rei do meu legado Vem fazer sua congada Niterói em louvação Faz a manifestação Ganha a rua o som do preto Vem trazer a batucada Sou das Minas, peregrino O milagre a se mover (oiá-lá-oia) Oiá-lá-oia eu tô No cortejo do Catopê Niterói em louvação Faz a manifestação Ganha a rua o som do preto Vem trazer a batucada Sou das Minas, peregrino O milagre a se mover Oiá-lá-oia eu tô No cortejo do Catopê Niterói em louvação Faz a manifestação Ganha a rua o som do preto Vem trazer a batucada Sou das Minas, peregrino O milagre a se mover Oiá-lá-oia eu tô No cortejo do Catopê Firma nesse batuque! Acadêmicos de Niterói!