FRIO ABSOLUTO

Letra de FRIO ABSOLUTO

GêneroMetal
Idioma originalPortuguês
Coordenadas da letra

Letra original

PT
18
Antes do primeiro segundo Não havia tempo, não havia fome E o universo não esperou permissão Para existir, e nem vai esperar seu nome Cada galáxia foge da outra em silêncio Como se o espaço não pudesse suportar A própria presença, e o vazio denso É o único destino que não dá pra mudar As estrelas morrem em explosão de luz E o que sobra é poeira, é quase nada A gravidade curva até a própria cruz Do tempo, e nada escapa da jornada Não somos o centro de coisa nenhuma Somos ruído num universo sem resposta A pergunta não tem quem a consuma O silêncio vence, e não tem custo Frio absoluto, onde tudo termina Frio absoluto, onde tudo se iguala O universo não tem fim que nos ilumina Só a expansão, que tudo separa A entropia não pede licença ao belo Dissolve o que construímos com paciência Não existe seta diferente do modelo Só a direção do caos, e sua cadência Buracos negros engolem o que foi luz E nem a luz consegue escapar de si A informação se perde, e o que nos seduz É a ilusão de que houve começo e fim aqui Expansão, expansão, expansão Nada vai ficar no mesmo lugar Nada vai lembrar que existimos O universo não tem memória Só o frio que deixamos pra trás E ainda assim acordamos de manhã E fingimos que o Sol foi feito pra gente Que somos o projeto, a obra, a manhã Somos um acidente, consciente Frio absoluto, onde tudo termina Frio absoluto, onde tudo se iguala O universo não tem fim que nos ilumina Só a expansão, que tudo separa