Redenção à Makota Valdina

Redenção à Makota Valdina lyrics

GenreAxe
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Não sou descendente de escravos, eu descendo de seres humanos Que foram escravizados Povos e comunidades tradicionais de matriz africana Rica expressão cultural da força que emana Da mulher negra, símbolo da luta e da resistência Dos valores civilizatórios da nossa essência Sigo os padrões, os rituais e a ciência do legado africano Eu sou mulher, sou luz do Sol e a ternura das águas do oceano Sou o vento, sou asè sou makota valdina Sou banto, jeje, ashanti e yorubá Vamos juntar o povo pra recomeçar de novo Porque toda conquista vem da força popular Precisamos desgelar as cordilheiras do ódio E apagar as centelhas do fanatismo Se não fugir da dor e alimentar o amor O destino do mundo será o abismo Então, não vem não! Nosso marco legal tem ancestralidade Não, não vem não! Garantia à saúde e a dignidade humana Então, não vem não! Bis Da segurança alimentar ao conhecimento e inovações Não vem não! E a inclusão social garantir para as futuras gerações Sigo os padrões, os rituais e a ciência do legado africano Eu sou mulher, sou luz do Sol e a ternura das águas do oceano Trago a fé na oralidade invadindo as cidades Pra reconstruirmos territórios com afeto Com reparação histórica que ainda na memória É preciso ser sujeito dessa história e não objeto Redenção à makota valdina Eu não quero que me tolerem, eu quero que me respeitem o direito de ter minha crença Panteão das matriarcas, pacto ancestral dos povos originários e dos povos tradicionais De matriz africana