Vestido de Seda / Paixão Proibida / O Ipê e o Prisioneiro (part. Emílio e Eduardo)

Vestido de Seda / Paixão Proibida / O Ipê e o Prisioneiro (part. Emílio e Eduardo) lyrics

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Meu bem, eu queria Que você voltasse ao menos pra buscar Alguns objetos, que na despedida Você não levou Um batom usado Caído no canto da penteadeira Um vestido velho cheio de poeira Jogado no quarto com marcas de amor Vestido de seda O seu manequim também te deixou Aí no cantinho não tem mais valor Se não tem aquela que tanto te usou Eu também não passo de um trapo humano Sem minha querida Usado e jogado num canto da vida Não sei o que faço sem meu grande amor Eu já nem acendo a luz do meu quarto Quando vou deitar Porque no escuro não vejo no espelho Meus olhos chorando Não vou na cozinha Pra não ver dois copos vazios na mesa Fazendo lembrar com tanta tristeza A última noite que nós nos amamos Vestido de seda O seu manequim também te deixou Aí no cantinho não tem mais valor Se não tem aquela que tanto te usou Eu também não passo de um trapo humano Sem minha querida Usado e jogado num canto da vida Não sei o que faço sem meu grande amor Querida, nós nos enganamos com nossos sentimentos Nem eu, nem você conseguiu cumprir o juramento Num gesto apressado você com alguém se casou Eu pra vingar também fiz um falso casamento Agora amar em segredo é uma traição Não deixe seu homem saber da nossa paixão E quando ele for te abraçar na hora do amor Finja que está feliz, não deixe ele perceber Que ao invés de prazer você sente pavor E quando no rádio tocar a nossa canção Você foi o caso mais antigo O amor mais amigo que me aconteceu Se ele estiver por perto e você sentir medo Esconda no quarto e chore seu pranto sentido Depois, disfarçando, abrace seu marido Não deixe que os olhos contem seu segredo Amor, a vida é desse jeito Teremos que ocultar no peito A nossa paixão proibida Amor, estamos condenados A amar separados pro resto da vida Quando há muitos anos Fui aprisionado nesta cela fria Do segundo andar da penitenciária Lá na rua eu via Quando um jardineiro plantava um ipê E ao correr dos dias Ele foi crescendo e ganhando vida Enquanto eu sofria Meu ipê florido Junto a minha cela Hoje tem a altura De minha janela Só uma diferença há entre nós agora Aqui dentro as noites Não tem mais aurora Quanta claridade tem você lá fora Vejo em seu tronco Cipó parasita te abraçando forte Enquanto te abraça, suga a tua seiva Te levando a morte Assim foi comigo Ela me abraçava, depois me traía Por isso a matei E agora só tenho sua companhia Meu ipê florido Junto a minha cela Hoje tem a altura De minha janela Só uma diferença há entre nós agora Aqui dentro as noites Não tem mais aurora Quanta claridade tem você lá fora