Só Me Resta Recordar o Passado

Só Me Resta Recordar o Passado lyrics

Year2019
GenreForro
Duration6:04
Original languagePortuguese
Views59
Lyrics coordinates

Original lyrics

PT
Translation not available yet. Showing the original lyrics.
18
Minha infância não tem mais quem ajeite Para eu ser um menino que brincava Com a pipa de plástico que faltava Colocando na capa todo enfeite Que da vaca que pau tirava leite Sem botar no curral igual a gado E o bezerro que nem era chiqueirado Porque era de osso e não corria Como infância não tem segunda via Só me resta recordar o passado A infância da minha história eu narro Que enjoei de jogar pedra em ciclista E pra moeda eu ganhar de motorista Eu cansei de abrir portão pra carro Apostando carteira de cigarro Todo dia eu jogava kil e dado E no dinheiro que tinha acumulado Uma nota rasgada eu não queria E como infância não tem segunda via Só me resta recordar o passado Hoje choro, lembrando o tempo inteiro Do meu rancho encostado no velame Do anzol fabricado de arame Com que eu peguei sapo no terreiro Na garagem, no pé de juazeiro O meu carro de flandre enferrujado Que através de um barbante era puxado E a zuada era eu mesmo que fazia E como infância não tem segunda via Só me resta recordar o passado Eu não nego que vem recordação Que o 'toca' foi minha brincadeira O apito de casca de madeira Um cavalo, uma vara de cordão Um pedaço de pano era um jibão Que era leve, melhor de ser usado O de couro era grande e mais pesado Eu pequeno sem força não podia E como infância não tem segunda via Só me resta recordar o passado Mas de todas a que eu mais gostava Era jogar bola de meia no terreiro E peteca eu jogava o tempo inteiro E de peão, a gente também brincava E um pano nos olhos amarrava Pra brincar de cobra cega no cercado E o anel de mão em mão era passado Quando à noite a gente se reunia E como infância não tem segunda via Só me resta recordar o passado Ainda tem o milingoto e lacoxia Que a onda era passar de pai pra filho E com o carro feito de talo de milho A gente brincava todo dia E a boneca que a minha irmã fazia Era de pano e o cabelo bem cuidado De uma espiga de milho era tirado E botava o nome dela de Maria E como infância não tem segunda via Só me resta recordar o passado Choro sempre que volto a assistir No meu cérebro, a lembrança mais profunda Que papai ia pra feira na segunda E mãe pedia pra algo eu lhe pedir E ao invés de uma calça pra vestir Eu pedia um riman já transformado Um boneco vestido de soldado E pai comprava do jeito que eu pedia E como infância não tem segunda via Só me resta recordar o passado