Bom dia né gente? (ou saudade em modo maior) (part. Amaro Freitas, Dona Jacira e Henrique Albino)

Bom dia né gente? (ou saudade em modo maior) (part. Amaro Freitas, Dona Jacira e Henrique Albino) lyrics

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Oi, bom dia, amore E aí, campeão, quando você volta? Num é pra ficar ouvindo meu áudio alto pra me fazer vergonha não, viu, miseravi Ai, então, põe umas coisa agora pra fortalecer a terra, Leandro É, ô, Leandro, deixa eu te falar uma coisa, deixa as daninhas lá por enquanto Porque, com esse calor, a daninha protege a terra Aproveita que o Sol saiu, a gente num é gente de frio, a gente é gente de lugar tropical Quando sai fora, fica o ambiente muito gelado Eu geralmente assim, quando eu chego num lugar que tem Sol, basta eu ficar no Sol, melhora O que achas? É bom pra alegrar Eu ouço, tem pessoas que dizem aí, pra mim assim: Ah, mas o Emicida escreve pra senhora, né? É, mas não é por isso, não Alô, alô, lagarta da bunda verde, como é que vão as coisas por aí? Tô quase terminando aqui, hein? Quer dizer, tô embrulhando os trem Eu preciso escrever e eu falei: Não vou escrever mais, vou desistir Mas eu não posso desistir, eu tenho uma cobrança comigo Aquilo é ficção? Não é ficção É, e eu não consigo entender por que que é que as pessoas não conseguem entender o que eu digo É uma necessidade minha de escrever isto, do jeito que eu quero Eu vou sair daqui do mercado, vou levar as coisa aí pra você carregar pra mim, que eu não carregar peso não, tá bom? É muito difícil escrever coisa ruim, viu? Já tive até pesadelo essa noite Tira o lápis dela, tira o caderno dela, bota ela pra trabalhar de empregada doméstica, Dona Maria, ela não sabe de nada Porque eu nunca ia ficar a vida toda naquela situação Cabai com essa porra, agora eu tô aqui num solão quente, debaixo das coberta E teve todo um reverso da medalha Ô, véi, traz aquelas canetinha pra sua mãe, que você falou que tem Eu vou caprichar no sonho aqui Pra suco, tem maracujá, abacaxi, comprei hortelã, ai, vamos fazer um arroz, né De comer, tô fazendo uma salada, comprei uma cabeça de alface E vou fazer um mexido aqui também pra gente que não come carne Queres uma bandeja de manjuba? Eu pagava com o pão, até um almoço, se pá Tô assando umas batatas aqui no alecrim, que o macumbeiro aí me ensinou, batatinha pequena, inteira Camarão com abóbora também e a manjuba Comprei milho pra tomar café amanhã de manhã Eu vou em casa, eu vou fazer o pãozinho lá, aproveitar esse Sol aí Feliz da vida numa poça de amora com cachaça Escuta, e tem que comprar alguma coisa de especial pra esse seu povo vegetariano? Nós vai comer carne escondido? Eu tenho uma costela­ de carneiro e meia dúzia de batata Eu não quero encontrar um monte de gente Tudo que tá por aí, eu não gosto, não gosto de shopping Oxi, que cantilena é essa? Também sonhei com a Marina e com você, rapaz Agora, daqui a gente só pode ir pra frente e vocês cresceram Boa viagem, uh! Beijo, te amo também Se pá, eu quero internar depois da janta, sabe? Fazer um lanchinho E internar, pra não correr o risco de comer a comida de hospital que eu não gosto Eu colhi sangue e tudo, viu? Eu já operei, cheguei do centro cirúrgico agora, viu? Tá tudo bem Tava na minha roça, aí agora também cabei de murçar Rapaz, e que umbrais são esses que vocês têm andado? Acho que nós tamo em dois mundo diferente porque aqui tá um Sol danado Você disse que já tá quase de noite, onde cê tá? Agora vou fazer nada não Esse meu encontro com a ancestralidade Tu, cadê? Vou pro meu grupo de oração Anestesia, né? Eu ainda tô meio cochilando, ainda Eu sou a Medusa Eu sou a Medusa verdadeira Eu sou a Medusa, a mais bonita Medusa verdadeira é o seu pai Oi, Teresa, tudo bem? Te amo Eu amo você também e de novo eu mando outro beijo gigante, ó Ó, eu também acho que eu vou ficar bem logo Tá bom Desembucha, sujeito Que é a passagem espiritual Hoje deu certo o sonho, já tô em casa Vai ter que ficar pra outra vez Câmbio, desligo Brigado, vó Jacila Imagina, de nada, linda Obrigado mamãe