Cabelo Branco

Cabelo Branco lyrics

Duration5:07
Original languagePortuguese
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PT
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Se interessa saber mais, Paulistas, Minas Gerais, tem uma história interessante Contando hoje se acha graça, uma igreja e uma praça e um coração gigante Trago sempre na lembrança, meu avô quando criança, cedo ía trabalhar Vez em quando se assustava com o estalar na cana-brava e assovios pelo ar Cabelo branco é respeito, vovô um homem direito, nunca vou me esquecer As crianças de hoje em dia têm a tecnologia mas não sabem no que crer O meu avô veio de guerra eu lembro em minhas rezas O meu avô, meu amigo, era por todos querido Tinha noite enluarada que andando pela estrada vovô se via parar Na porteira não bolia, uma luz o impedia, não deixava atravessar A família acordada, um trotar na madrugada, as janelas não se abriam Uma mula-sem-cabeça, Deus do Céu não nos esqueça, essas coisas arrepiam O azeite se acabava, a lamparina se apagava e o medo tomava conta Gritos na escuridão, pedras sobre o casarão, mal que a oração espanta Luz vermelha lá na serra, o mal anda sobre a terra, a cidade era assombrada Se a terra não dá futuro, diz que ali se tem de burro a cabeça enterrada Criticar não adianta, prostituta não é santa, não age na inocência Uma era benfeitora e a rua onde era moradora hoje é rua da paciência E Raimundo Zeferino, por alcunha Tim de Nilo é um grande historiador As peculiaridades, coisas simples das cidades, busca ser conhecedor