Ciclo Da Esperança

Ciclo Da Esperança lyrics

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18
Janeiro Ó ano nascente, ó Sol com luz radiante Acorda o campo e a flor que a sombra embala E, na oficina ou na seara galante O riso do trabalho o dia fala Fevereiro Ó Sol declina, a luz é menos viva A tarde cai, dourando a vinha e o trigo É a natureza, calma e pensativa Parece conversar com seu amigo Março O outono vem, a folha, em seu caminho Vai-se soltando, amarela e Serena E o passarinho, no seu pequeno ninho Dorme, sonhando com a flor pequena Abril A chuva cai, o céu de cinza se veste A terra bebe a água, a vida renovada E o lavrador, no seu trabalho agreste Sente o prazer que a esperança provoca Maio As flores brilham, num festival de cores E a primavera, em seu esplendor vago Espalha o aroma pelas matas e flores Como um perfume num cristal de lago Junho O frio chega, a noite se prolonga À lareira, a família se reúne É uma velha história, que a memória junto Faz com que o amor no coração se sintonize Julho O vento sopra, num lamento agudo E o campo dorme sob a névoa fria Tudo é silêncio, tudo é medo, tudo Espera a volta da luz do novo dia Agosto O Sol retoma a força que escondia O dia cresce, o campo se ilumina E a vida brota com mais energia Na paz do prado que o horizonte ensina Setembro Renascem os campos, a esperança acorda A terra se veste de gala E a alma do homem, que a tristeza acorda Sente que a vida, afinal, não se cala Outubro A luz é intensa, ó calor nos invade O guerrilheiro na fruteira E a gente sente, com tanta importância O gozo santo da vida verdadeira Novembro O ano termina, mas a luz persiste O Sol, cansado, mas ainda potente Data o balanço do que o tempo assiste No olhar tranquilo de quem vive contente Dezembro O ano se encerra, a paz é o presente As luzes brilham no céu e na terra E a gente abraça, com o coração ardente O novo ciclo que o futuro encerra Venham os meses desfilando Cante cada um por sua vez Dancemos todos, ouvindo O que nos conta cada mês Eu sou o mês primeiro Minha canção Dou olhares e presentes E os corações contentes Quando apareço, os sinos Começam cristalinos A espalhar o som alegre Saia da roda o mês primeiro Prossiga a dança jovial E entre na roda fevereiro Que é o mês do carnaval Venham os meses desfilando Cante cada um por sua vez Dancemos todos, ouvindo O que nos conta cada mês É o mês mais jovial É o mês da mascarada Da alegria desvairada Das festas do carnaval Pois já passou a sua vez Entre na roda o mês terceiro Venha outro mês, venha outro mês Venham os meses desfilando Venha cada um por sua vez Dancemos todos, ouvindo O que nos conta cada mês Março, que se adianta Traz a semana santa Em que Jesus morreu Foi pela humanidade Que ele, todo bem Viveu e padeceu Que, mártir Morreu sobre o calvário Nos braços de uma cruz Março morreu, prossiga a dança Prossiga a ronda juvenil E vamos ver que mês avança É o mês de abril É o mês de abril Passem os meses desfilando Venha cada um por sua vez Dancemos todos, escutando O que nos conta cada mês Eu sou abril De frutos e de flores Abril o outono encerra Dancemos todos outra vez Entre na roda o mês de maio Saia da roda o quarto mês Passem os meses desfilando Venha cada um por sua vez Dancemos todos, ouvindo O que nos conta cada mês Maio Dai-me vivas, dai-me palmas Exultem todas as almas Cheias de um vivo fulgor Todo o Brasil, congregado Saúde o mês consagrado Da liberdade e do amor Treze de maio, a data Findou de toda uma escravidão Aos beijos, dando-se as mãos Os brasileiros se uniram E o ódio aboliram Ficando todos irmãos Maio já deu o seu recado Prossiga, em danças, a função Entre na roda o mês amado O alegre mês de São João Passem os meses desfilando Venha cada um por sua vez Dancemos todos, ouvindo O que nos conta cada mês Em chamas alvissareiras Ardem, crepitam fogueiras E os espaços de S, João Vão luzir, entre as neblinas Como estrelas pequeninas Entre as outras, na amplidão Fogos alegres, pistolas Bombas, ao som das violas Ardei, cantai, crepitai Num largo e claro sorriso Seja a terra um paraíso Folgai, crianças, folgai Aí vem julho, o mês do frio Vamos os corpos, acelerando o rodopio Pode outro mês aparecer Mais curtos são os dias As horas são mais frias E custam a passar Que o descanso Na calma, no remanso Na placidez do lar Passem os meses desfilando Venha cada um por sua vez Dancemos todos, ouvindo O que nos conta cada mês Com as chuvas derradeiras Molham-se as verdes palmeiras E os canteiros do jardim Que o tempo não melhore Deixemos em paz lá fora O balanço e o trampolim Fugiu agosto, pede entrada Um novo mês que vai dar A primavera perfumada É o nono mês que vai entrar Passem os meses, desfilando Venha cada um por sua vez Dancemos todos, ouvindo O que nos conta cada mês Eu trago a primavera Trago a aprazível era De festins Mais belas, mais viçosas Surgem sorrindo como rosas E as dálias nos jardins Sou o jovial setembro E como os brasileiros me lembram Um rival de dados sem É o sete de setembro O Brasil ficou independente E isso não é nada mal Adeus, setembro, já descobri Cheio de flores, a cantar Lépido e alegre, o mês de outubro Que em nossa roda você quer entrar Passem os meses desfilando Venha cada um por sua vez Dancemos todos, ouvindo O que nos conta cada mês Outubro Foi neste mês que, por mares Cheios de areias e azares Cristóvão Colombo viu Um novo e esplêndido mundo Surgir do oceano E a América descoberta Um outro mês já pede entrada Deixem-no entrar, que é sua vez Em nossa roda bem formada Entre cantando um outro mês Passem os meses desfilando Venha cada um por sua vez Dancemos todos, ouvindo O que nos conta cada mês Neste mês, compremos ramos De belas flores, e vamos Aos cemitérios orar Só pode ser bom na vida Quem, com calma comovida Sabe os mortos recordar Dançai, dançai mais vivamente Saia novembro, e entre, a cantar O mês querido que, contente As férias vêm Passem os meses desfilando Venha cada um por sua vez Dancemos todos, ouvindo O que nos conta cada mês Deixemos as coisas sérias Sou o belo mês das férias O belo mês do Natal Crianças, tende saudade Da casa, da liberdade O carinho materno E assim terminamos Os meses a cantar Que venha o ano novo Para cantar e recomeçar