Do Fundo da Grota (2012)

Do Fundo da Grota (2012) lyrics

Original languagePortuguese
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Mateando ao pé do borraio Conto causos e a medotas E o fogo velho campeiro Me aquenta o bico da bota E pra cantar o Brasil inteiro Venho do fundo da Grota Fui criado na campanha Em rancho de barro e capim Por isso é que eu canto assim Pra relembrar meu passado Eu me criei arremedado Dormindo pelos galpão Perto de um fogo de chão Com os cabelo enfumaçado Quando rompe a estrela-d'alva Aquento a chaleira Já quase no clarear do dia Meu pingo de arreio Relincha na estrebaria Enquanto uma saracura Vai cantando empoleirada Escuto o grito do sorro E lá no piquete Relincha o potro tordilho Na boca da noite Me aparece um zorrilho Vem mijar perto de casa Pra enticar com a cachorrada Numa cama de pelego Me acordo de madrugada Escuto uma mão-pelada Acuando no banhadal Eu me criei xucro e bagual Honrando o sistema antigo Comendo feijão-mexido Com pouca graxa e sem sal Quando rompe a estrela-d'alva Aquento a chaleira Já quase no clarear o dia Meu pingo de arreio Relincha na estrebaria Enquanto uma saracura Vai cantando empoleirada Eu escuto o grito do sorro E lá no piquete Relincha o potro tordilho Na boca da noite Me aparece um zorrilho Vem mijar perto de casa Pra enticar com a guapecada Reformando um alambrado Na beira de um corredor No cabo de um socador Com as mão broteada de calo No meu mango eu dou estalo E sigo a minha campeirada E uma perdiz ressabiada Voa e me espanta o cavalo Quando rompe a estrela-d'alva Aquento a chaleira Já quase no clarear o dia Meu pingo de arreio Relincha na estrebaria Enquanto uma saracura Vai cantando empoleirada Eu escuto o grito do sorro E lá no piquete Relincha o potro tordilho Na boca da noite Me aparece um zorrilho Vem mijar perto de casa Pra enticar com a cachorrada Lá no centro do capão Oiço o piar de um nambu Numa trincheira o jacu Grita o sabiá nas pitanga E bem na costa da sanga Berra a vaca e o bezerro No barulho do cincerro Eu encontro os bois de canga Quando rompe a estrela-d'alva Aquento a chaleira Já quase no clarear o dia Meu pingo de arreio Relincha na estrebaria Enquanto uma saracura Vai cantando empoleirada Escuto o grito do sorro E lá no piquete Relincha o potro tordilho Na boca da noite Me aparece um zorrilho Vem mijar perto de casa Pra enticar com a guapecada