Umbanda Sagrada

Umbanda Sagrada lyrics

Original languagePortuguese
Lyrics coordinates

Original lyrics

PT
Translation not available yet. Showing the original lyrics.
18
Salve o ponto, salve a gira, salve o chão Onde o santo e o povo dão a mão Salve o preto, o caboclo, o Orixá Salve o tempo que ensina a amar Nasce a Umbanda no ventre do chão Voz de preto velho, mão de irmão Da dor, do tempo e da senzala antiga Surge a palavra que cura e abriga Era noite e o mundo dormia O atabaque calado, a fé vazia Dois planos se olharam, aflitos, distantes E um ponto brilhou entre os errantes Do pó da miséria e da reza esquecida Surgiu a seara de nova vida Nem santo, nem dono, nem poder terreno Mas um chamado pleno e sereno Nasce a Umbanda no ventre do chão Voz de preto velho, mão de irmão Da dor, do tempo e da senzala antiga Surge a palavra que cura e abriga Caboclo de luz cruzou o terreiro Trouxe nas mãos o verbo primeiro O Cristo sorriu na fumaça branca O céu desceu e a dor se estanca Não há riqueza que compre a entrada Nem culpa que feche a jornada É lei de amor, de justiça e conselho Onde o humilde se torna o primeiro Nasce a Umbanda no ventre do chão Voz de preto velho, mão de irmão Da dor, do tempo e da senzala antiga Surge a palavra que cura e abriga Ogum saudou com sua espada Xangô firmou a lei sagrada Oxum lavou com ouro e canto E Iemanjá encantou com seu pranto Oxóssi trouxe o pão da mata Iansã soprou a bela voz alada E o homem cansado, de joelhos finos Achou nos guias os próprios destinos Caboclo das Sete Encruzilhadas Abriu caminhos, curou as estradas No verbo simples da caridade Nasceu a Umbanda, brilhou a verdade Nasce a Umbanda no ventre do chão Voz de preto velho, mão de irmão Da dor, do tempo e da senzala antiga Surge a palavra que cura e abriga Não foi do livro, nem do altar de ouro Nem da coroa, nem do tesouro Foi da miséria que nasce a jornada Onde o amor se refaz na estrada E quem escuta sente o chamado Que vem do passado e do degradado Umbanda é verbo, é corpo e é chão É o próprio Olorum em manifestação Nasce a Umbanda no ventre do chão Voz de preto velho, mão de irmão Da dor, do tempo e da senzala antiga Surge a palavra que cura e abriga Do pó, da cruz e da alma aflita Ergue-se a fé que nunca se imita Umbanda é o fio que o mundo costura Lei que liberta, amor que perdura Das estrelas nasceu a lembrança Umbanda é a lei da esperança Do louvor vem a semente do bom Que une o que é fé e o que é dom Nasce a Umbanda no ventre do chão Voz de preto velho, mão de irmão Da dor, do tempo e da senzala antiga Surge a palavra que cura e abriga Salve os Exus e pombagiras, guardiões do caminho Que abrem veredas com toque e vinho Salve os Boiadeiros, valentes no chão Guiando o povo com coração Salve os Baianos de riso sereno Que fazem da dor um passo ameno Salve os Marinheiros de fé e canto Que firmam na água o sagrado manto Salve as Crianças de olhar divino Que mostram no riso o eterno destino Salve os Pretos, doutores da paz Que curam o mundo e perdoam demais Nasce a Umbanda no ventre do chão Voz de preto velho, mão de irmão Da dor, do tempo e da senzala antiga Surge a palavra que cura e abriga Umbanda viva, estrela acesa Filha do povo, mãe da pureza Da terra ao céu, do céu à mão Umbanda é vida, amor e perdão