Terra Planeta Prisão

Terra Planeta Prisão lyrics

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Na órbita opaca, ata lacrada, pauta traçada em mesa cerrada Mapa da Terra, intenção dispersa, guerra que versa na própria cilada Um lê registros de tumulto insistente, gente que inventa motivo e sentença Outro rebate com argumento rente, mente que tenta impôr consistência Há quem observe ternura precária, raro intervalo num quadro instável Logo engolido por lógica besta, forma que deforma o mais razoável E o próprio conselho já entra em atrito, sentido partido em dúvida aberta Pois julgar o humano arrasta o juízo pra mesma arena incerta Se desce, se perde no caos que herda Se toma, já toma também o defeito Domínio ali vira trama que enreda Quem quer mandar fica preso no feito Não há comando que feche a ferida Não há sistema que resolva a tensão Quem tenta ordem assume a partida Dentro da mesma contradição Terra, planeta prisão Se desce, se perde no caos que herda Se toma, já toma também o defeito Domínio ali vira trama que enreda Quem quer mandar fica preso no feito Não há comando que feche a ferida Não há sistema que resolva a tensão Quem tenta ordem assume a partida Dentro da mesma contradição Terra, planeta prisão Simulam avanço com linha perfeita, feita sem falha, modelo fechado Logo a sequência se mostra imperfeita, cada evento aparece trocado Um ato mínimo gera três lógicas, três vozes opostas no mesmo registro E o mesmo fato, em chaves ilógicas, vira disputa sem termo previsto Um tenta impor leitura estática, prática exata, domínio seguro Mas a matéria se move errática, tática inútil, cenário impuro Pois o humano altera o próprio desenho no exato instante da projeção E o plano desmancha dentro do empenho, sem qualquer determinação Se desce, se perde no caos que herda Se toma, já toma também o defeito Domínio ali vira trama que enreda Quem quer mandar fica preso no feito Não há comando que feche a ferida Não há sistema que resolva a tensão Quem tenta ordem assume a partida Dentro da mesma contradição Terra, planeta prisão Cessa o debate em ponto suspenso, pauta sem termo, veredito ausente Falta um suporte mínimo denso pra qualquer decisão consistente Domínio exige objeto estável, forma que aceite limitação Ali só surge movimento variável que desfaz qualquer contenção Partem levando um resíduo estranho, dado sem chave, quadro sem lei Um mundo que cria e destrói no mesmo arranjo que ninguém prevê E quem contempla por tempo prolongado perde a própria direção Pois a Terra devolve ao invasor a mesma desorganização Se desce, se perde no caos que herda Se toma, já toma também o defeito Domínio ali vira trama que enreda Quem quer mandar fica preso no feito Não há comando que feche a ferida Não há sistema que resolva a tensão Quem tenta ordem assume a partida Dentro da mesma contradição Terra, planeta prisão