Os Malês

Os Malês lyrics

Original languagePortuguese
Views2
Lyrics coordinates

Original lyrics

PT
Translation not available yet. Showing the original lyrics.
18
Nas vielas cresce um canto Velho e novo, tenso e santo Não há muro que contenha A lembrança que incendeia Vêm de longe, dos navios Onde o tempo fez vazios Na escrita antiga, na mão Trouxeram mundo e negação Sob o sono, a casa grande range E à cidade inteira abrange Cada sombra é companheira Cada rua, corda e bandeira Você e eu, sobre o asfalto quente da cidade Guardamos os fantasmas da liberdade Quando os mortos disserem nomes antigos Escute com fé, são os Malês renascidos O relógio perde o norte A alvorada teme a sorte Entre rezas e murmúrios Se costuram os próprios júbilos Sob paredes, nomes rasos Visões antigas, passos escassos Tudo perdura sob o nada Tudo insiste na madrugada No mercado, no casarío Há sinais do velho brio Quem escuta um idoso cansado Ouve o grito sufocado Você e eu, sobre o asfalto quente da cidade Guardamos os fantasmas da liberdade Quando os mortos disserem nomes antigos Escute com fé, são os Malês renascidos Você vive o mesmo instante Que incendiou o levante Nada morre, tudo é ciclo Mesmo quando o mundo é mito Eu, cidade, guardo a róta De cada voz que foi remota E repito, sem juízo Os Malês são força, são aviso Ergue o corpo, irmão vencido Seu silêncio é seu bramido Quando o tempo ouvir sua união Será mais do que memória, será nação Você e eu, sobre o asfalto quente da cidade Guardamos os fantasmas da liberdade Quando os mortos disserem nomes antigos Escute com fé, são os Malês renascidos Você e eu, sobre o asfalto quente da cidade Guardamos os fantasmas da liberdade Quando os mortos disserem nomes antigos Escute com fé, são os Malês renascidos. J