Cenobitas

Cenobitas lyrics

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No claustro rubro de ângulos nefandos Tilinta o bronze dos selários pagãos Hierofantes de maxilares mirrados Consagram vísceras em unções de carvão Criptas de cobre, pêndulos de medula Círios tumulares vertendo betume Cada escultura carcomida e convulsa Exala um sacramento de negrume A caixa mórbida de arabescos cuneais Rodopia em criptogramas de marfim Cada engrenagem convulsiona portais Dum cosmo enfermo, taciturno e sem fim Ó Leviatã de cravos litúrgicos Dilacera os umbrais da ferocidade Que os cenobitas tragam cânticos lúbricos Pra corroer cartilagem e vontade Na bela arte dos ganchos fantásticos Range o velário da excomunhão E cada delírio nos claustros espásticos Soa qual réquiem de mutilação Ó Leviatã de cravos litúrgicos Dilacera os umbrais da ferocidade Que os cenobitas tragam cânticos lúbricos Pra corroer cartilagem e vontade Na bela arte dos ganchos fantásticos Range o velário da excomunhão E cada delírio nos claustros espásticos Soa qual réquiem de mutilação Surge o pontífice de crânio vitrificado Com a epiderme em talhos de zarcão Seu verbo fúnebre, glacial e ritmado Dissolve toda a trama da cognição Nas galerias de fuligem sulfúrea Há querubins de córnea cauterizada E harpias de mandíbula espúria Numa procissão insana mascarada Jamais existe clemência naquele domínio Somente pactos de volúpia espectral Onde o suplício recebe sacrifício Dum evangelho pútrido e visceral Ó Leviatã de cravos litúrgicos Dilacera os umbrais da ferocidade Que os cenobitas tragam cânticos lúbricos Pra corroer cartilagem e vontade Na bela arte dos ganchos fantásticos Range o velário da excomunhão E cada delírio nos claustros espásticos Soa qual réquiem de mutilação Ali a zombaria vem de arcadas partidas E o beijo lembra podridão sepulcral Freiras de carne em rendas consumidas Entoam salmos num latim atemporal O próprio tempo gangrena nos corredores Feito óleo negro em decomposição E os cenobitas, cardeais dilaceradores Celebram o eclipse da percepção Ó Leviatã de cravos litúrgicos Dilacera os umbrais da ferocidade Que os cenobitas tragam cânticos lúbricos Pra corroer cartilagem e vontade Na bela arte dos ganchos fantásticos Range o velário da excomunhão E cada delírio nos claustros espásticos Soa qual réquiem de mutilação Ó Leviatã de cravos litúrgicos Dilacera os umbrais da ferocidade Que os cenobitas tragam cânticos lúbricos Pra corroer cartilagem e vontade Na bela arte dos ganchos fantásticos Range o velário da excomunhão E cada delírio nos claustros espásticos Soa qual réquiem de mutilação