As Três Criaturas

As Três Criaturas lyrics

Original languagePortuguese
Lyrics coordinates

Original lyrics

PT
Translation not available yet. Showing the original lyrics.
18
Na rua oblíqua, noite opaca, lâmpada falha em pavor comum Zumbi letárgico, tédio mórbido, encara o nada e vê futuro nenhum Pele em degradação lenta, mente em ruminação acelerada Niilismo graduado no resto do osso, desistência que não crê em nada Veio o vampiro ascético, dente ético, crise hemática disciplinada Bebia clorofila noturna, dieta verde, culpa refinada Falava de seiva, de moral orgânica, de não ferir criatura alguma Enquanto a fome vampírica latejava lúgubre, lúcida, e a boca pura espuma Do beco agonizado surgiu o terceiro, pânico denso, fera contida Lobisomem lívido, medo vívido, tremor contínuo na forma ferida Lua ascendente, mente insurgente, suor e tremor em crise crescente Garra retraída, respiração partida, terror constante, imanente Três criaturas num acordo incerto Num projeto torpe de ascensão Um devora o nada no próprio deserto Outro jejua a própria maldição E o terceiro treme diante da Lua Com a fúria presa na contenção E o mundo aguarda, alheio à trégua Essa insanidade em forma de dominação Os três, nefandos, sinistros, dispersos, resolveram formar aliança Domínio global, plano fatal, arquitetado sem esperança Mapas rasgados, planos falhados, choradeira sumária Cada estratégia virava tragédia de índole caricaturária O zumbi escrevia manifestos fúnebres, prosa sombria, linguagem devastada Depressão ontológica em cada linha, existência negada O vampiro citava tratados botânicos, ética cósmica, seiva vital Queria um império sustentável sob um regime vegetal O lobisomem planejava fugas antes mesmo de qualquer ataque Pânico antecipado, cenário projetado, desmaios antes do impacto E assim a tríade sombria, grotesca, prosseguia em sua ambição Um fracasso sublime, uma ópera infame de descoordenação Três criaturas num acordo incerto Num projeto torpe de ascensão Um devora o nada no próprio deserto Outro jejua a própria maldição E o terceiro treme diante da Lua Com a fúria presa na contenção E o mundo aguarda, alheio à trégua Essa insanidade em forma de dominação Invadiram o banco central numa noite pálida, roteiro falho, tensão latente O zumbi esqueceu o motivo, o vampiro pediu suco de semente O lobisomem entrou em crise ao ver reflexo na superfície do vidro E a cena inteira virou delírio, pitoresco vívido e distorcido Três criaturas num acordo incerto Num projeto torpe de ascensão Um devora o nada no próprio deserto Outro jejua a própria maldição E o terceiro treme diante da Lua Com a fúria presa na contenção E o mundo aguarda, alheio à trégua Essa insanidade em forma de dominação A polícia chegou meio confusa, diante daquela composição Um cadáver deprimido, um conde esfomeado, um lobo humano em convulsão E enquanto eram levados, tremendo de forma involuntária O plano de dominação ruía em ironia extraordinária Três criaturas num acordo incerto Num projeto torpe de ascensão Um devora o nada no próprio deserto Outro jejua a própria maldição E o terceiro treme diante da Lua Com a fúria presa na contenção E o mundo aguarda, alheio à trégua Essa insanidade em forma de dominação