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Eu passava as tarde na porteira Vendo a estrada sumi no estradão Sonhando com o mundo lá fora Com o mundo na palma da mão Eu achava que o tempo era lento Que o melhor ainda ia chegar Foi quando um velho de chapéu Olhou pro horizonte pra falá Menino o mandacaru não floresce mais cedo Só porque tem pressa da chuva Um dia cê vai lembrá do inverno Do café esfriando na mão Da poeira na luz da janela E dos plano no seu coração Vai querer voltá por um segundo Pro lugar onde você está Você não percebe isso agora Mas um dia vai querer voltá Anos depois, com o bolso bem cheio E o mesmo vazio no olhar Eu dizia: Ainda falta arguma coisa Como se a paz mudasse de lugar Outro velho na sombra do alpendre Sorriu sem sequer levantá Olhou bem no fundo dos meus óio E manso começou a falá Nem toda sombra de juazeiro Nasceu com vontade de tocá o céu O tempo passa feito boiada Levantando poeira do chão Quando a gente vê, já foi longe O que cabia na palma da mão Hoje o anthony senta na varanda Com pressa de crescê e partí E eu escuto as mesma pergunta Que um dia moraram em mim Apontei pro terrêro vazio Onde o vento brinca no chão Olhei pro meu menino e disse Segurando a sua mão Filho a chuva não esquece a terra Mesmo se demorar no caminho