O Velório da Solidão (Ao Vivo) (part. Coletivo Candiero, Calmará, Midian Nascimento, Marco Telles e Daniel Alves)

O Velório da Solidão (Ao Vivo) (part. Coletivo Candiero, Calmará, Midian Nascimento, Marco Telles e Daniel Alves) lyrics

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(Vai!) Música, tem mesa farta Música, tem mesa farta Comunhão Inda tem gente pra entrar (hey!) Chega e deixa a porta aberta Deita na esteira, abre a geladeira, pode demorar Senta e puxa essa conversa Não precisa pressa (eita!) Tem bastante légua para viajar (vamo junto!) Todo encontro é festa Mesa, pelô, aresta Vi na rua Graça que manifesta Amor sobeja, resta Farra sua Óia lá Cortejo à porta Pia mermo aí (que que aconteceu hoje aqui? Diz aí) (o quê?) Nós infartamo e matamo a solidão de tanto (hahahaha!) No velório, põe neon Pula ribanceira, bain de cachoeira Ela morreu, vem cá (Vem, vem, chama!) Todo encontro é festa Feira, pelô, aresta Vi na rua Graça que manifesta Amor sobeja, resta Farra sua E todo encontro é festa Feira, pelô, aresta Vi na rua Graça que manifesta Amor sobeja, resta Farra sua Se ela disse que vem (a alegria vem!) Amanhã de manhã (as misericórdias se renovam!) Então larga a pressa aê (todas as manhãs!) Não se avexa (todas as manhãs!) Ela disse que vem Amanhã de manhã Me encontre na festa Tristeza dispersa Na mesa tem tudo, tem branco e tem preto Tem homi e mulher e quem tem outro jeito Quem fica no meio, esquerda e direita Quem reza, quem ora, quem cala e quem treta A mesa foi feita para quem não é Na mesa, quem puxa o coco é a fé E quem manda é Ele, a mesa é sem fome E quem for achar ruim, que converse com o Homi Se ela disse que vem Amanhã Então larga a pressa Não se avexa Ela disse que vem Amanhã de manhã Me encontre na festa (é com vocês!) Tristeza dispersa (solta a voz!) Todo encontro é festa Todo encontro é festa Feira, pelô, aresta Vi na rua Graça que manifesta Amor sobeja, resta Farra sua Todo encontro é festa Feira, pelô, aresta Vi na rua Graça que manifesta (ei!) Amor sobeja, resta Farra sua Ei, minha gente Amanhã de manhã Ela disse: Vou chegar Se apronte logo cedo Abra a porta e deixa entrar E continuando a prosa passada Eu tava pensando aqui numa parada Se a mesa tá cheia de pão e de graça Por que não abrir para o povo da praça? Se a solidão já está enterrada Por que eles choram sozin na calçada? A mesa é pra homem, menino e mulher Pra aquele que ainda nem sabe o que é Para os irmãozinhos direito e canhoto Pra aqueles que um dia virei o meu rosto Se a mesa me cabe, então cabe vocês E cabe aquele que ninguém quer ver De braços abertos, vem cá receber Quem o dono da festa acabou de trazer