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PTOriginal lyrics
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Ele anda na Calunga à noite
Em seus dedos brancos, o luzir
Aos eguns, sua presença é açoite
Busca os perdidos pra conduzir
O Caveira de mãos brancas me guia
Quando a hora terminal se revela
Da ilusão da morte me alivia
E a luz em mim se desvela
Os que caminham entre lápides
Ele ampara com compaixão e calor
Não quer moedas, colares ou cálices
Mas almas, seu verdadeiro valor
O Caveira de mãos brancas me guia
Quando a hora terminal se revela
Da ilusão da morte me alivia
E a luz em mim se desvela
Sorriso da morte sob o capuz
Negro como a noite infinita
Numa mão, a foice reluz
Na outra, a lanterna da vida
Seu trabalho é sagrado e de amor
Aos que já não têm corpo ou abrigo
Conduz com firmeza e fervor
O espírito que esqueceu o caminho antigo
O Caveira de mãos brancas me guia
Quando a hora terminal se revela
Da ilusão da morte me alivia
E a luz em mim se desvela
Anda nas noites com firmeza
Entende o grasnar do corvo
Sente na alma a tristeza
Mas nas tumbas vê o renovo
Protetor do campo sagrado
Onde repousam cascas vazias
O corpo é apenas emprestado
A alma é eterna travessia
O Caveira de mãos brancas me guia
Quando a hora terminal se revela
Da ilusão da morte me alivia
E a luz em mim se desvela






