O Poeta e a Rosa

O Poeta e a Rosa 가사

길이4:39
원문 언어포르투갈어
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( E com direito a passarinho) Ao ver uma rosa branca O poeta disse: Que linda! Cantarei sua beleza Como ninguém nunca ainda! Qual não é sua surpresa Ao ver, à sua oração A rosa branca ir ficando Rubra de indignação. É que a rosa, além de branca (Diga-se isso a bem da rosa...) Era da espécie mais franca E da seiva mais raivosa. - Que foi? - balbucia o poeta E a rosa; - Calhorda que és! Pára de olhar para cima! Mira o que tens a teus pés! E o poeta vê uma criança Suja, esquálida, andrajosa Comendo um torrão da terra Que dera existência à rosa. - São milhões! - a rosa berra Milhões a morrer de fome E tu, na tua vaidade Querendo usar do meu nome!... E num acesso de ira Arranca as pétalas, lança-as Fora, como a dar comida A todas essas crianças. O poeta baixa a cabeça. - É aqui que a rosa respira... Geme o vento. Morre a rosa. E um passarinho que ouvira Quietinho toda a disputa Tira do galho uma reta E ainda faz um cocozinho Na cabeça do poeta.