Fidelidade

Testo di Fidelidade

Anno1999
Durata2:50
Lingua originalePortoghese
Visualizzazioni2.1K
Coordinate del testo

Testo originale

PT
Traduzione non ancora disponibile. Mostriamo il testo originale.
18
Estava sossegado no quarto em meu leito Lembrando os tristes dias de um sonho já desfeito E eis que em furacão chegou aos meus ouvidos Lamentos de um cão em uivos e gemidos Descubro aonde está o pobre animal Nas garras de um vizinho, de um homem bestial! Protesto, grito, minto: Vizinho, o cão é meu! Leve-o, diz-me o homem, mas prove que ele é teu! E guarde, guarde-o bem, e crê que do contrário Em pedacinhos o faço, ladrão, cão ordinário Um cão que vem roubar de um sábio a paciência De um cão, que rouba e come, não tenho mais clemência! Não querendo então passar por mentiroso Tentei levar o cão das garras do maldoso Mas vejo com espanto que o animal protesta Correndo alegre para o sábio lhe fazendo festa Eu disse então ao sábio: Repara que esse cão É mais sábio do que tu e dá-te uma lição! Provou-te grande sábio, que és um Belzebu Que ele é que é o sábio, e que o cão és tu Não dê, ó grande sábio, pancada nesse cão Tal qual esse animal já dei meu coração Fui cão de uma mulher a quem julgava honesta Tratou-me como um cão e eu lhe fazia festa!