Mágoa de Boiadeiro

Testo di Mágoa de Boiadeiro

GenereSertanejo
Durata3:41
Lingua originalePortoghese
Visualizzazioni3.7K
Coordinate del testo

Testo originale

PT
Traduzione non ancora disponibile. Mostriamo il testo originale.
18
Antigamente, nem em sonho existia Tantas pontes sobre os rios Nem asfalto nas estradas A gente usava quatro ou cinco sinuelos Pra trazer os pantaneiros Nos rodeios da boiada Mas hoje em dia tudo é muito diferente Com progresso nossa gente Nem sequer faz uma ideia Que entre outros fui peão de boidaeiro Por este chão brasileiro O herói da epopeia Tenho saudade de rever nas currutelas As mocinhas na janela Acenando uma flor Por tudo isso eu lamento e confesso Que a marcha do progresso É a minha grande dor Cada jamanta que eu vejo carregada Transportando uma boiada Me aperta o coração E quando olho minha traia pendurada De tristeza dou risada Pra não chorar de paixão O meu cavalo relinchando pasto afora Que por certo também chora Na mais triste solidão Meu par de esporas, meu chapéu de aba larga Uma bruaca de carga O berrante e o facão Meu velho pasto, o sinete e o apero O meu laço e o cargueiro O meu lenço e o gibão Ainda resta a guaiaca sem dinheiro Deste pobre boadeiro Que perdeu a profissão Não sou poeta, sou apenas um caipira Mas o tema que me inspira É a fibra de peão Quase chorando, embuido nessa mágoa Rabisquei estas palavras E saiu esta canção Canção que fala da saudade das pousadas Que eu já fiz com a peonada Junto ao fogo de um galpão Saudade louca de ouvir o som manhoso De um berrante preguiçoso Nos confins do meu sertão