Diário de Um Fedorento

Testo di Diário de Um Fedorento

GenereClassico
Lingua originalePortoghese
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Testo originale

PT
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São Paulo, dia 4 de junho de 2011 Dez e pouco da noite Aqui estou mais um dia No banheiro, sentado na bacia Você não sabe como tá a catinga Tá parecendo festa de fedentina Os urubus me sobrevoam no céu E no banheiro acabou o papel Escorrendo pelo pé Eu via o caldão, como é que é? Espalhei no ar um perfume bom Pra disfarçar meu fedor que às vezes vem com som Já tô até com medo do cheiro do meu peido Comi feijão com ovo, até eu não aguento O fundo da minha cueca tá amarelo Se o banheiro tá ocupado, eu espero Será que foi a bisteca no pão? Será que foi por causa do frango com macarrão? Manda um recado lá pro meu irmão Emprestar uma cueca aqui pro malandrão Porque aqui já era a minha Tava rasgada e com uma friadinha Já tô até com ardência na porta de trás Sei lá, tanto faz, o cheiro tá demais Acendo um incenso, mas não vai adiantar A catinga tomou conta do ar Homem é homem, mulher é mulher Mas na privada a coisa muda, né? É pipoco toda hora, calafrio até nos pés Vou sangrar até morrer de diarreia Eu tô sabendo, isso é uma doença Tô pagando minha sentença Ratatata, cansei de cagar Aquele pastel ainda vai me matar O limão com Maizena me protege Tá saindo marrom com manchas bege Agora eu sei, todo mundo dizia Evacuei de tarde, de noite e de dia Meu quadro clínico não melhora em nada Tô com a bunda ardendo, toda assada Já me limpei até com lençol E agora acabou o Pinho Sol Ratatata, cocô jorra como água Situação que eu nunca quis Tô sentindo muita dor, vi o estrago que o intestino fez Me borrei outra vez Chamei o SAMU, já pedi até socorro Eu vi cocô até no pelo do cachorro Tava até melhor, mas tá dando revertério E no fiofó uma queimação do inferno Continuo sentado aqui à toa E o mais grosso que sai é garoa Ratatata, aprendi um macete Olha o tamanho do tolete Mas quem vai me ajudar aqui nesse momento? Dia 4 de junho, diário de um fedorento Ô Cocô vai sair Cocô Sai cocô Sai cocô Sai cocô Sai cocô