A Estrada Dos Pobres

Testo di A Estrada Dos Pobres

GenereFado
Durata6:07
Lingua originalePortoghese
Visualizzazioni6.5K
Coordinate del testo

Testo originale

PT
Traduzione non ancora disponibile. Mostriamo il testo originale.
18
Não vá tão depressa, que eu fico sozinho Vá mais de mansinho Que a gente tropeça por este caminho Mas se anoitece e lua não temos Já quase não vemos Depois de escurece aqui ficaremos E eu quero e não posso, que eu não comi nada Minha mãe de apressada Ainda antes do almoço meteu-se à jornada Mas filho desterra já essa lembrança Que a gente se alcança O alto da serra depois já não cansa Chegar à altura talvez não consiga Que a fome me obriga Mas sinto tontura de tanta fadiga Ficar num deserto é um desatino Tu tão pequenino E nós já tão perto do nosso destino E mãe, que tristeza não ter uma choça Que a gente não possa Não falo em riqueza mas ter casa nossa Em baixo na aldeia em casa do cura Se alguém o procura Tem cama e tem ceia até com fartura Tal cura é um santo, uma alma bem nobre Se assim trata o pobre Que deus lhe dê tanto, que sempre lhe sobre E dizem que às portas dum santo velhinho Costuma um anjinho Vir a horas mortas pôr pão, carne e vinho E ele reparte depois p'la gente Já vou mais contente Talvez 'inda farte e durma bem quente