Sonata de Outono

Testo di Sonata de Outono

Anno1990
GenereFado
Durata3:16
Lingua originalePortoghese
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Coordinate del testo

Testo originale

PT
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Inverno não ainda, mas outono A sonata que bate no meu peito Poeta distraído, cão sem dono Até na própria cama em que me deito Acordar é a forma de ter sono O presente, o pretérito imperfeito Mesmo eu de mim próprio me abandono Se o rigor que me devo, não respeito Morro de pé, mas morro devagar A vida é afinal o meu lugar E só acaba quando eu quiser Não me deixo ficar, não pode ser Peço meças ao Sol, ao céu, ao mar Pois viver é também acontecer