Você pode ouvir minhas lágrimas?

Testo di Você pode ouvir minhas lágrimas?

Lingua originalePortoghese
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Testo originale

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Eu não faço som com lágrima caindo do olho Mas eu faço um som quando eu viro esse entulho em tijolo O que eu engulo vira canto, vira choque, vira norte Minha dor é um idioma que eu traduzo em acorde Eu fui menino de chão frio, parede sem reboco Apelido no lugar do nome, riso virando sufoco Eu aprendi a me dobrar pra caber no desprezo Pra não virar a piada, eu virei o meu peso Eu vivi como vitrine, vivendo de parecer Fui refém do vão dizer: Pra não me desfazer Mas hoje eu vejo: O medo é um ladrão de identidade Ele assina meu roteiro com tinta de vaidade E se me olham, eu tremo (mas eu vou) Se riem de mim, eu queimo (mas eu vou) Não é falta de fé, é excesso de lembrança Eu tô desaprendendo a ser criança na cobrança Você pode ouvir minhas lágrimas? (Virando música na madrugada) Eu não sou vitrine, sou âncora Sou ferida sendo cicatrizada Você pode ouvir minhas lágrimas? (Eu não preciso mais me explicar) O que o mundo chama de queda É Deus me ensinando a ficar Não é medo do futuro, nem do bolso, nem da falta É medo da boca alheia quando a alma se exalta É o olho que mede a gente como se fosse preço E eu carreguei esse cálculo grudado no meu pescoço Mas eu vi que identidade não vem de multidão Vem do lugar onde me olham sem pedir encenação Tem um amor que não depende de eu vencer no placar Tem um abraço que não exige eu me justificar Se eu recomeço pequeno, eu não fico menor Se eu ando sem aplauso, eu não viro pior Eu renuncio a essa vida de vitrine e vitral Eu quero ser carne e osso, não um quadro social E se falarem de mim (tu és) Meu defensor no fim (tu és) Se me julgarem no canto (tu és) Minha verdade no pranto Você pode ouvir minhas lágrimas? (Virando música na madrugada) Eu não sou vitrine, sou âncora Sou ferida sendo cicatrizada Você pode ouvir minhas lágrimas? (Eu não preciso mais me explicar) O que o mundo chama de queda É Deus me ensinando a ficar Eu não corro pra provar, eu caminho pra viver Eu não grito pra vencer, eu respiro pra entender Tem silêncio que é coragem com voz de oração Tem pausa que é músculo do coração E o vão dizer: Que me prendia na palma da mão Hoje vira vento batendo e perdendo a direção Porque a minha identidade não mora na vitrine Mora no olhar que me chama de filho e me define E eu ajo, eu vivo, eu sigo (sem show) Não pra provar, mas por abrigo (eu vou) Se o medo gritar volta! Eu respondo não volto! Minha alma não é contrato, é um céu aberto Você pode ouvir minhas lágrimas? (Virando música na madrugada) Eu não sou vitrine, sou âncora Sou ferida sendo cicatrizada Você pode ouvir minhas lágrimas? (Eu não preciso mais me explicar) O que o mundo chama de queda É Deus me ensinando a ficar Eu não ouço lágrima como som Mas eu reconheço, quando ela vira canção