Cidadão de Papelão

Paroles de Cidadão de Papelão

Année2008
Durée5:11
Langue originalePortugais
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Coordonnées des paroles

Paroles originales

PT
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O cara que catava papelão pediu Um pingado quente, em maus lençóis, nem voz Nem terno, nem tampouco ternura À margem de toda rua, sem identificação, sei não Um homem de pedra, de pó, de pé no chão De pé na cova, sem vocação, sem convicção À margem de toda candura À margem de toda candura À margem de toda candura Um cara, um papo, um sopapo, um papelão Cria a dor, cria e atura Cria a dor, cria e atura Cria a dor, cria e atura O cara que catava papelão pediu Um pingado quente, em maus lençóis, à sós Nem farda, nem tampouco fartura Sem papel, sem assinatura Se reciclando vai, se vai À margem de toda candura À margem de toda candura À margem de toda candura Homem de pedra, de pó, de pé no chão Não habita, se habitua Não habita, se habitua