Poeta Analfabeto

Paroles de Poeta Analfabeto

Année1995
Durée1:48
Langue originalePortugais
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Coordonnées des paroles

Paroles originales

PT
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Sou poeta analfabeto, sou maluco, sou profeta, sou palhaço e sou cantor. Sou Brasil, século XX, Porto Alegre e inocente, santo, franco-atirador. Vou cantar esse galope-profecia que é a primeira pop-trova-maldição. Falso-riso amarelengo, zombadeiro, pá-virada, encarquilhada solidão. Falso-riso amarelengo, zombadeiro, pá-virada, encarquilhada solidão. Quero ver se ainda tem recheio de verdade ou se é só maldade nesse coração. De tanto somar bobagens e besteiras nós no fim subtraímos o principal. Que acabou sendo esquecido nessa ânsia de chegar aos noves-fora do final. Que acabou sendo esquecido nessa ânsia de chegar aos noves-fora do final. Provavelmente esmagado como tantos e entretantos nessa pressa industrial. Hoje em dia o principal é ser veloz, acelerando, atropelando a emoção. Falso-riso amarelengo, zombadeiro, pá-virada, encarquilhada solidão. Nada pode ter a dimensão de uma desculpa louca abnegada e prisioneira de um convento, lento, mas fatal, assim como afinal no fim. Creio que esse riso amarelado seja um câncer contraído pelo mal estar de um sofrimento never fall in love again.