Lamento de Caboclo

Paroles de Lamento de Caboclo

Durée3:08
Langue originalePortugais
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PT
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Por um trilho estreito entre samambaia De chapéu de palha eu ia pra mina Enchia o corote com a canequinha De água fresquinha, limpa e cristalina Depois me assentava no barranco ao lado E entusiasmado eu ficava olhando A queda da água rodando o moinho E no ribeirãozinho o monjolo malhando À tarde eu deixava o monjolo parado E o arroz socado levava pra janta Corria na venda, comprava envelope Voltava à galope num cavalo pampa Tomava um traguinho, jantava bastante Achava importante escrever pros parentes Contando que a roça estava limpinha E que ninguém tinha ficado doente Mas minha pobreza foi contaminando E aos poucos tirando esta felicidade Embora a roça, era o berço sagrado Me vi obrigado a mudar pra cidade Passei a comer arroz de pacote Troquei o corote por filtro esmaltado Nem carta escrevo, pois vivo sozinho Só vejo moinho no supermercado Se vejo monjolo, é movido a motores Só em casas de flores vejo samambaia Mas fico orgulhoso por ver margaridas Limpando avenidas de chapéu de palha A minha saudade que tenho guardada Será revelada se um dia eu voltar Então pedirei perdão ao presente Pra eternamente na roça eu ficar