Madrugada de Alfama

Paroles de Madrugada de Alfama

AlbumBusto
Année1962
GenreFado
Durée3:00
Langue originalePortugais
Vues13.6K
Coordonnées des paroles

Paroles originales

PT
Traduction indisponible. Les paroles originales sont affichées.
18
Mora num beco de Alfama e chamam-lhe a madrugada, mas ela, de tão estouvada nem sabe como se chama. Mora numa água-furtada que é a mais alta de Alfama e que o sol primeiro inflama quando acorda à madrugada. Mora numa água-furtada que é a mais alta de Alfama. Nem mesmo na Madragoa ninguém compete com ela, que do alto da janela tão cedo beija Lisboa. E a sua colcha amarela faz inveja à Madragoa: Madragoa não perdoa que madruguem mais do que ela. E a sua colcha amarela faz inveja à Madragoa. Mora num beco de Alfama e chamam-lhe a madrugada; são mastros de luz doirada os ferros da sua cama. E a sua colcha amarela a brilhar sobre Lisboa, é como a estatua de proa que anuncia a caravela, a sua colcha amarela a brilhar sobre Lisboa.