As Flores e a Cruz

Letra de As Flores e a Cruz

GéneroRegional
Idioma originalPortugués
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Morrem as flores sobre o cinza do cimento Nem mesmo o tempo vai fazer vingar a cor Perde o encanto quando elas são colhidas E oferecidas em memórias de um amor Anjos sem vida de concreto envelhecido Guardam nas asas a vontade de voar Semblante triste como as rosas nas paredes Que enfeitam quadros que a morte fez desbotar Lágrimas quentes de velas que se derretem Mãos que prometem agarradas sobre a cruz Promessas tantas junto a paredes sem vida Saudade ardida, dor escondida, corpo sem luz Por cada dor rondam olhares desconfiados Cruzam buscando algo além que o próprio olhar Seguem os caminhos na certeza de que um dia Na pedra fria terão flores a enfeitar Beijo roubado do beijo de um beija-flor Ali plantadas como prova de um querer De nada valem enfeitar a pedra fria Se o sentimento já não vai mais renascer Anjos sem vida de concreto envelhecido Guardam nas asas a vontade de voar Semblante triste como as rosas nas paredes Que enfeitam quadros que a morte fez desbotar Lágrimas quentes de velas que se derretem Mãos que prometem agarradas sobre a cruz Como essas tantas junto à parede sem vida Saudade ardida, dor escondida, corpo sem luz