A Grota do Homem Morto

Letra de A Grota do Homem Morto

GéneroRegional
Idioma originalPortugués
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Noite preta de dar medo Tivesse vindo mais cedo Para cruzar neste grotão Nem a sombra do cavalo Só escuto o som das esporas E uma coruja me agoura Na cabeça do moirão Sona vento o meu cavalo Talvez pressentindo algo Anunciando que há perigo Talvez o que ele enxergue Ao meu ver é indiferente Ás vezes nos arrepia Parece tocar na gente Há cuentos da gauchada Que na boca da picada Muita gente já morreu Isto, nos tempos de guerra Estação firme na terra Manchas de sangue no chão Quatro estação perfilados Um maneador bem sovado Muito vivente penou É por isto que nesta grota Quem nela passa calado Escuta um som diferente Entre rangidos de galhos Gemidos e gritos de gente Me saluda um quero- quero Escuto um canto de galo Clareando a barra do dia Ouço em berro de terneiro E um grito lá no potreiro Do peão com a recolhida Noite preta de dar medo Tivesse vindo mais cedo