Oferenda No Alguidar

Letra de Oferenda No Alguidar

Año2024
Idioma originalPortugués
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18
O cansaço na cadeira Mãe dormia devagar Dor no peito todo dia Vento quente a definhar A melhora repentina Caetana a enganar Vela acesa na mão velha Oferenda no Alguidar Misericórdia sepultada Tanta tragédia nessa terra Misericórdia enterrada Zé Saturnino juro guerra Misericórdia desgraçada Tanta tragédia nessa terra Misericórdia prometida E de sangue brotou oferenda no Alguidar Trinta e oito dias tristes Falta água para chorar A família se mantinha Pai o milho a debulhar Zé Ferreira dê seus filhos Não sinhô não são do mal Tiro ruim José Lucena Oferenda no Alguidar Misericórdia sepultada Tanta tragédia nessa terra Misericórdia enterrada Zé Saturnino juro guerra Misericórdia desgraçada Tanta tragédia nessa terra A mãe e o pai os dois ceifados Alma no chão e pede Oferenda no Alguidar