Alameda do Éden, nº 9

Letra de Alameda do Éden, nº 9

Duración4:45
Idioma originalPortugués
Vistas41
Coordenadas de la letra

Letra original

PT
La traducción todavía no está disponible. Mostramos la letra original.
18
Insalubre aquela morada. Difícil crer na possibilidade De alguém residir naquilo. Deveria ter uns Cento e cinquenta anos Aquele muquifo, Mas penso que não tivesse Nem uns trinta. Consistia numa habitação Em péssimo estado de depreciação avançada, O cheiro de comida estragada, Misturado com leite azedo, Sendo aliado às fezes animais Do quintal (jamais recolhidas) E aos ovos podres na geladeira Cuidadosamente imunda, Davam um toque avomitado Muito peculiar. Sem falarmos do barracão Anexado à construção, Pavimentado com graxa negra, Lubrificantes de motor E toda a ordem de substâncias Venenosas e funestas, Que se podem encontrar Em um meio ambiente. Ao lado deste anexo Jorrava uma nascente morta E contaminada pelos detritos Colecionados ali, Pirâmides de tambores Tóxicos se enfileiravam, Escorados nos tapumes De chapa enferrujada e tetânica. O cortiço de imigrantes ilegais E prostitutas que ficava a duas quadras dali, Poderia ser considerado Um hotel cinco estrelas Com suítes presidenciais, Se comparado àquele chiqueiro. Três cães sarnentos, famintos E enfiridados vigiavam os arredores internos Dos muros, que circundavam a morada, Os ratos tinham o tamanho de capivaras e podiam ser avistados com a freqüência que avistamos borboletas na primavera. Mas borboletas não viviam naquela latrina. Devido à radiação, elas só evoluíam Até o estágio de larvas, Servindo de alimento Para os caramujos nocivos.