Homenagem a Um Menestrel

Letra de Homenagem a Um Menestrel

GéneroSertanejo
Duración4:55
Idioma originalPortugués
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Letra original

PT
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18
Batido pelos desenganos No final dos anos, volto pra ti ver De capa e espada, herói capitulado Faltoso, confesso erros e pecados Que, a cerviz de ferro, louco os cometi Na mocidade, o perpassar dos dias A mim foi leve e sem agravar ninguém Pautei minha vida em segmentos breves Na aura perdida da distante infância Que mais nada deve, além da vida E a salvação da alma a Deus E nada a ninguém mais Perdido andei na noite longa Com porcos pastei, bem distante do lar Mil febres me queimaram o peito Te via em sonho a delirar Chegavas como o abrir das flores Silenciosa no jardim Do oitão daquela casa antiga Minh'alma, oh amiga Já não canta mais São longos dias e bem grande é o tempo Oh, como lamento o estiolado em vão Fui perdulário em gastar dissoluto Horas e minutos que, no eclesiastes Em derradeiro canto estrofou Salomão Mas apesar de erros cometidos Em retidão a vida porfiei Vendi meus dias em estâncias medonhas Meu tempo querido, numa terra estranha Pra desconhecidos de malévola sanha Que mal davam o pão do suor que lhes dei Rendido ante as vicissitudes Na velhice choro a infância tão feliz Não juntei prata nem ouro Amar ninguém nunca me quis Minhas trovas, pequeno tesouro Legado deixo aos filhos meus E a mim resta a esperança ainda Minha noiva, já és bem-vinda Ó morte, eu vou pra Deus