O Grito, 1893

Letra de O Grito, 1893

ÁlbumFolklore
Año2026
GéneroMetal
Idioma originalPortugués
Coordenadas de la letra

Letra original

PT
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18
Murmúrios de uma existência incógnita Reflexos de uma entidade sem nome Enquanto vaga pelas sombras à volta O céu arde em fogo, sufocado em tons de desespero E o vento gela os ossos como um eterno lamento E os passos ecoam num vazio sem chão Um abismo em cada olhar, em cada direção A ponte suspira sob o peso da agonia E o mar, feroz e calado, engole as lágrimas Os rostos ao longe, indiferentes Figuras que passam como sombras ausentes A boca se abre num grito mudo Tudo vibra, nada responde A dor rasga o ar como um relâmpago Mas o mundo, surdo, segue adiante O que é esse grito, senão expressão da verdade? Um sussurro do vazio, ou a voz da mortalidade? Minha carne chora, a alma sangra Ou é o universo que se dobra, em silêncio Diante de minha própria miragem? Meu grito ecoa, sem início, sem fim O sopro da existência preso em espirais Como uma pincelada eterna na tela do caos A marca de um espírito que nunca se cala