Nostalgia

Letra de Nostalgia

Idioma originalPortugués
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Bateu-me uma saudade do lugar onde eu nasci Da casa, do galpão, da mangueira e do arvoredo E do terreiro grande, pra um folguedos dos guris E tinha gado de osso, pandorgas e brinquedos A vida era simples, bem assim no meu recanto Não tinha o consumismo, nem agitos de hoje em dia Na paz do meu rincão, havia os encantos Os quais ainda carrego nesta minha nostalgia O canto das siriemas, o campestre verdejante O arrulho das pombinhas, quero-queros sentinelas No palco da figueira, bem te vis bem elegantes Também os sabiás enfeitavam aquarelas Na sanga um burburinho da água do lageado Dançavam samambaias agarradas no barranco Florzinhas se exibiam no tapete do gramado E o cheiro adocicado do jasmim de pala branco Pra aqueles ternos dias, onde a gente madrugava Era lindo ver o Sol feito pilha no horizonte Tinha um galo bem folheiro no poleiro que cantava E uma vertente grande, poucos passos lá da fonte Café com variedades e os quitutes naturais O sabor e o contento, pão de forma bem quentinho Preceitos e valores conduziam nossos pais Com base no respeito, no amor e no carinho Na roça o suor junto à terra misturava A faina das capinas, do arado e saraquá E os frutos para a mesa, do que a gente plantava Se asomavam das colheitas e bordoadas de manguá Na horta ou herbanário entre flores e legumes Muita prosa e mate quente no aconchego do galpão Eu sou daquele tempo que imperavam os bons costumes Por isso a nostalgia mora da minha gente e do meu chão