Brutal Paraíso

Songtext von Brutal Paraíso

Jahr2026
GenrePop
OriginalsprachePortugiesisch
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Originaltext

PT
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Sangue, vida, corpo humano Uso essa desculpa pra me salvar dos meus atos desumanos, hum E eu me ajeito nos escombros Eu canto umas canções e tento inventar algo bom de vez em quando Eu me esforço tanto E sabe, ultimamente tenho me lembrado Do muro, da aparência, os vizinhos do lado Flores e palmeiras, brigas corriqueiras Mas, apesar de alguns pesares Como era bom meus pais sorrindo juntos na longa viagem E se me dá saudade E no primeiro amor chegou a intensidade Vai seguir nessa canção É do meu coração, não vou fingir que não Aos 15, beijei à primeira vez E morri de paixão Se tudo era metade, mesmo sendo inteira Descobrir o prazer e a beleza Deixar se machucar pela primeira vez Tentar se desgrudar mesmo sem saber o que é, ir onde está Querendo se encaixar em algum lugar Tentando acertar pela primeira vez A quanto a intensidade a gente prova na adolescência Muito instinto e pouca consciência Provando o mundo à primeira vez, hum Eu escuto, ele bate na porta Diferente das outras histórias O terror mais real é agora Eu já guardo algumas memórias Já não me sinto mais o tal Já não vejo nós como um casal Faculdade me soa banal Tudo parece um caos Não me encaixo em terno e gravata E agora tô longe de casa Da terra vermelha e molhada Natureza, banho de cascata Meu Deus, que cidade grande Com certeza tenho uma chance Que chique a escada rolante Mas o sonho ainda tá distante, hum Mas o sonho me parece distante Pelo menos o amor parece certo (uh) Me sinto tão melhor com ele perto Se algo der errado, eu conserto (uh) Com todo o corpo e alma, eu me entrego E sabe, o agora é pra sempre Nada vai atrapalhar o que a gente sente Difícil aguentar com tanta gente Também tenho te sentido tão ausente E foi o segundo fim dos meus pra sempres Eu me senti sozinha novamente Você tava lá, e eu tava tão carente Lá fui eu tentar enfrentar tudo de frente Me dei por vencida Logo perdi a briga É óbvio que eu não sabia Nada de mim Nunca olhei pra mim Minhas almas feridas, dores assistidas Mente de uma menina pensava Pra que ser assim? Tudo é tão ruim Eu tava perdida, não me caiu a ficha Que meu sonho tinha chegado, enfim Chegou, enfim Chegou, enfim Chegou pra mim E eu sou grata por cantar desde criança Aprender e trabalhar naquela banda Tive sorte também, tive esperança E hoje em dia vejo o lado bom de todas as lembranças De todas as lembranças E foi num dia de chuva de manhã Que me afundei num cobertor de lã E mesmo me sentindo a vilã Me perdi e não mudei o amanhã E eu falei: Luísa, cresça ou então desapareça Onde eu tava com a cabeça? Me dopei com o que podia Me vi debruçar da mesa Já não era mais a mesma Mas no meu pior momento, eu não tava sozinha Tive alguns amigos, tive minhas amadas cachorrinhas E até amores que eu cultivei um dia Eles foram me tirando De toda essa folia De toda essa folia E aí me fui de novo E me joguei no povo Esqueci dos sufocos Sofri, mas veio o troco E eu fui voltando aos poucos Sim, namorei de novo Ok, tenho uns pregos soltos Mas voltei pra mim Eu de novo, enfim E essa é a história dos meus 20 e poucos anos Não sou nada mais do que esse pobre ser humano E eu sei, essa é desculpa que de novo eu tô usando Mas, enfim, é isso mesmo, eu me cuido e passo pano E chega de ficar me desculpando E hoje é por mim que eu canto Por mim que eu canto