A Véspera

Songtext von A Véspera

AlbumNoite
Jahr1998
Dauer3:29
OriginalsprachePortugiesisch
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Originaltext

PT
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Como tudo que dói A tarde vai queimando o lixo e a beleza no seu véu De fumaça e cinza Espalhando o calor e o silêncio no abandono do dia O ar quente treme no espelho do asfalto Refletindo pedras e restos de cães atropelados O céu de urubus em espiral Estampa, desliza e prolonga a sensação do vazio Aí eu me pergunto: hoje é véspera de que? Aí eu me pergunto: hoje é véspera de que? Talvez hoje seja, simplesmente, véspera de nada Pensamentos viram fumaça na tarde Condensando o alento de uma esperança feita de nuvens Sonhos com uma trégua de orvalhos noturnos Desaparecem no bafo quente do agouro de mais e mais e mais desertos E a alma se entrega chorando Numa última oração à primeira estrela que resta Como se pudesse reinventar horizontes Para manhãs abandonadas Aí eu me pergunto: hoje é véspera de que? Aí eu me pergunto: hoje é véspera de que? Talvez hoje seja, simplesmente, véspera de nada