Anderson Rodrigues Não Vá Trap Pesado De Traição E Livramento

Anderson Rodrigues Não Vá Trap Pesado De Traição E Livramento লিরিক্স

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É mais uma do Anderson Rodrigues Eu chamava de irmão, tinha passe livre, no meu portão Sentava à mesa com meus filhos, me abraçava com emoção Conhecia minhas feridas, viu meu choro e meu suor Quando a vida me bateu duro, ele disse: Eu jamais irei te deixar só Dividimos tanta estrada, tanta luta, tanto chão Eu confiava de olhos fechados, sem medir o coração Mas nem todo beijo é santo, nem todo abraço traz calor Tem sorriso que se ensaia, só pra esconder o rancor Enquanto eu, orava por nós dois Ele tramava na escuridão Quem me chamava de amigo Planejava meu caixão Não vá, ouvi dentro de mim Uma voz cortando o peito Me tirando do fim Não vá, tão clara assim Era Deus mudando a rota Pra não chorarem por mim No cair da tarde ele ligou com mansidão na voz Passa aqui, preciso falar, organizar umas coisas, entre nós Eu peguei a chave do carro, nem pensei em recusar Quem ama sem maldade no peito, custa a desconfiar A estrada tava vazia, o céu pesado sobre mim Quando a mesma voz voltou mais forte dizendo assim Não vá, tão perto do ouvido Como alguém dentro do banco ao lado Eu tremi por um segundo Mas segui acelerado Só que a paz saiu de perto E o peito virou prisão Tem aviso que Deus manda Antes da explicação Não vá, ouvi dentro de mim Uma voz cortando o peito Me tirando do fim Não vá, tão clara assim Era Deus mudando a rota Pra não chorarem por mim Encostei no acostamento, mãos travadas no volante Olhei pro telefone, como quem encara o instante Quis ligar e dar desculpa Quis dizer que, eu ia me atrasar Mas engoli todas as palavras Só manobrei pra retornar Voltei pra casa em silêncio Sem saber o que escapei Quando o céu mexe teus passos É melhor fazer o que eu fiz Mais tarde a noite me encontrou com uma notícia cruel Disseram: Aconteceu uma tragédia, teu amigo se perdeu Fui saber dos detalhes frios que gelaram meu pulmão Preparava uma arma em casa, esperando minha chegada então Um disparo acidental rachou o silêncio e o chão Quem cavava a minha cova morreu na própria intenção Sentei frio na cozinha, sem voz pra me explicar Não chorei só pelo livramento, chorei por vê-lo acabar A inveja mata primeiro Quem escolheu alimentar E o mal que sai buscando outro Às vezes volta pro lugar Não vá, ainda escuto assim Quantas vezes Deus sussurra Pra guardar você do fim Não vá, se o peito avisar Tem caminho que parece amigo Mas nasceu pra te matar Não vá, se a alma estremecer Às vezes o livramento Chega antes de entender Se hoje alguém te chama sorrindo E teu coração recuar Talvez seja a mão do céu Mandando você voltar